SÃO CARLOS CLUBE


 

Na segunda metade dos anos 80, o Brasil sentia as consequências da profunda crise econômica, da inflação e das primeiras eleições diretas em mais de duas décadas. Em São Carlos, a vida noturna era regada por eventos realizados em bares e residências, pelo vibrante ambiente universitário e por festas e bailes nos clubes locais.

Foi nesse contexto, em 1982, que surgiu a ORTN. No início sem nome definido, a banda se apresentava em festas na casa de amigos. O primeiro convite para tocar “na noite” partiu da proprietária de um barzinho chamado Anjo Caído. Como a banda ainda não tinha nome, a proprietária do estabelecimento sugeriu ORTN, pois era uma sigla muito utilizada na época. A ORTN – ou Obrigação Reajustável do Tesouro Nacional – era uma modalidade de título público federal que pagava remuneração acrescida de correção monetária.

Em entrevista exclusiva ao São Carlos Clube, Paulo Mascarenhas conta que as noites de rock em São Carlos faziam tanto sucesso que vinham muitas pessoas de outras cidades para prestigiar os eventos – quando a noite tinha ORTN, “era lotação na certa”.

Formada pelos músicos Julio Peronti, Mauro Soufly, Paulo Mascarenhas e Ricardo Finazzi, a ORTN traz em seu repertório clássicos de Rita Lee, The Clash, U2, Paralamas, Barão Vermelho e Talking Heads. Deste grupo norte-americano, o destaque é a famosa canção “Psycho Killer”.

Com o passar do tempo, novas propostas de apresentações apareceram e a banda buscou se aperfeiçoar. Com a chegada de Jairo Kerr para comandar os teclados, outras possibilidades musicais foram incorporadas ao repertório.

 

ORTN – o retorno ao São Carlos Clube

 

Uma viagem pelo imaginário da cena musical de São Carlos nos anos 80

 

Após ausência de quase 20 anos no Clube, a banda apresenta-se em evento inédito no Bar do Bosque, no dia 6 de dezembro, a partir das 20 horas.

 

A ideia do show é proporcionar para o público a experiência de reviver a atmosfera dos anos 80 e reencontrar velhos amigos. “Atualmente, a vida cultural dos clubes é bem diferente, o número de bailes é muito menor, eventos de boatinha também são muito mais restritos. Além disso, os bares e cafés da época não existem mais”, ressalta Paulo Mascarenhas. “Já os mais novos terão a oportunidade de conhecer o cenário musical da cidade de 30 anos atrás.”

Informações, convites e mesas

(16) 3362-6201